Algumas palavras...

"O Céu é um grande livro, aberto, pelo amor de Deus, à inteligência do homem." Dr. Serge Raynaud de La Ferriè

segunda-feira, 21 de março de 2011

Astrologia Médica

Aqui encontrarão um resumo da ASTROLOGIA MÉDICA e algumas interpretações bastante úteis. Considero este texto fundamental em Astrologia, pois que assim, conhecerão as possibilidades para cada um dos signos, de forma que é uma informação “preventiva”.

Vamos lá...



As Plantas, Os Signos e Os Planetas
A Utilização das Plantas Medicinais na Astrologia Médica
(Por Ana Bandeira de Carvalho)

HISTÓRICO
 
Através dos séculos a medicina tradicional almejou ser uma ciência global da saúde do ser humano, considerando a psique, o corpo e o comportamento constituintes de um todo indivisível. Sendo assim, o estado de um indivíduo seria um complexo irrepetível tanto na saúde quanto na doença. Toda doença, além de única, é vista como um fenômeno estranho ao homem, ou seja,incompatível com a fisiologia: presume a existência de um agente responsável pelas modificações patológicas. A "etiologia", ou a "procura da causa", precisa ser estudada para se poder neutralizar a doença. Ruggero Bacone, no século XII, defendia a idéia de que para se descobrir a etiologia de uma doença, e assim saná-la, o conhecimento da medicina deveria ser integrado com saberes de vários povos, com o conhecimento da astrologia, da alquimia e com a experiência prática.
De acordo com a medicina tradicional, o homem se espelha na natureza. Isto quer dizer que ele utiliza a si mesmo e as categorias do próprio corpo para compreender o mundo que o circunda. O homem seria o reflexo reduzido deste mundo, o microcosmo; e o mundo, o macrocosmo ou universo em sua globalidade. Daí a correlação do homem com os planetas. Para a medicina tradicional, o importante era verificar que o gênero humano estava sujeito às mesmas leis que regiam a vida dos astros e os fenômenos da Terra. Se as leis eram as mesmas, seria possível compreender o homem estudando os astros e compreender os astros estudando o homem. A doença também possuiria identidade passível de ser analisada, pois responderia às mesmas leis. Sob esse ponto de vista, temos: o clima determinado pelos astros e pela Terra, o homem determinado pelas suas qualidades e condições de vida e a doença determinada pelas mudanças violentas e excessivas.
A astrologia era confiado não somente o diagnóstico, mas sobretudo o prognóstico das doenças. Não era considerada uma ciência autônoma; era empregada como recurso interpretativo mas não absoluto. Permitia uma classificação dos medicamentos (ervas e fármacos), e distinguia e relacionava as várias funções do corpo de acordo com os astros e as constelações.
Segundo se tem conhecimento, a astrologia começou a se desenvolver no século III a.C. entre os caldeus. Uma carta celeste mostrando a influência das estrelas sobre o corpo humano foi encontrada no túmulo de Ramsés, e nela estava escrito que o médico deveria ter conhecimento de astrologia para mostrar tendências e fazer prognósticos. Da Caldéia, esta ciência se difundiu rapidamente pela Grécia, onde encontrou terreno fértil para seu desenvolvimento junto com a filosofia naturalista e a matemática.
A astrologia, como parte da ciência médica, foi formalizada nos escritos de Hermes Trismegisto, nome que os gregos deram ao deus egípcio Thot. Os gregos sistematizaram a astrologia e deram as nomenclaturas que foram depois difundidas no mundo romano. Os mais conhecidos que estudaram e desenvolveram a astrologia foram Horapollon, Ptolomeu em Tetrabiblos e em Al magest e Hipócrates em Corpus Ipocraticum, 77 livros que descrevem as leis da natureza e da biologia do corpo humano. O grego Dioscoride define a medicina tradicional como sendo uma estreita relação entre ervas, astros e estações do ano.
Em Roma, a astrologia tinha o objetivo de prever o futuro dos imperadores. Durante a desintegração do Império Romano, a astrologia perdeu prestígio e passou a ser considerada superstição, sofrendo perseguição da Igreja Católica. A figura mais eficaz, entre as pessoas envolvidas na tentativa de acabar com a astrologia, foi Santo Agostinho de Hispona (354-430). Ele considerava esta prática uma forma de magia e de invocação de espíritos malignos.
Os árabes, no Norte da África e no Mediterrâneo, foram os responsáveis pela continuidade dos estudos astrológicos: eles deram à astrologia um importante lugar na medicina na época alexandrino-romana e criaram uma nova ciência, a "Matematica Sciencia", que tinha como base uma série de cálculos sobre a lua e os planetas e sobre o zodíaco com as doze constelações. A posição dos planetas era de grande importância no zodíaco, seus graus eram medidos e os aspectos formados receberam nomes, que até hoje são utilizados, como oposição, quadratura, trígono etc. Os árabes traduziram os inúmeros tratados médico-astrológicos alexandrino-romanos, entre os quais os mais famosos são: a Sphaira de Demócrito, o Astronomikon de Marco Manilio (século I d.C.) e os oito livros do Mathesis Libri VIII de Julius Firmicus Maternus (século IV d.C.) sobre a teoria da astrologia, considerada a obra mais completa e definitiva no mundo clássico e de grande influência na astrologia do Renascimento. Abu Maachar (805-885), um dos mais conhecidos astrólogos árabes, escreveu o tratado Introductorium in Astronomiam, que também influenciou a astrologia européia.
Na Idade Média, houve grande discussão a respeito da classificação da astrologia, ora tida como ciência, ora como adivinhação proibida. São Tomás de Aquino (circa dien 1225-1274) aceitava a astrologia desde que fossem excluídos seus elementos de necromancia. Os estudos da astrologia, considerada uma disciplina importante, ganharam cadeiras em escolas famosas da Europa, como a Universidade de Bolonha desde o ano de 1125. Sisto IX e Julio II estão entre os vários papas que adotaram esta prática.
Durante o Renascimento, um estudioso e grande conhecedor da astrologia foi Marsilio Ficino. Ele traduziu as obras de Psellus, Porphirius e Proclo, autores que escreveram sobre a relação entre os astros e os medicamentos. Foi muito influenciado pela obra de Firmicus e passou seus conhecimentos para seu discípulo Pico della Mirandola e este, por sua vez, para Cornelius Agrippa e Paracelso. Esta é uma época em que a astrologia era também instrumento de predição, carregada de fatalismo, pois "o destino estava escrito". A obra mais importante sobre predição é de Luca Guarica, a Opera Omnia. Outro astrólogo famoso nesta época foi o médico e vidente Michel de Notredame, o Nostradamus, responsável pelas predições a respeito dos reis da França na época de Catarina de Médici.
Com o advento do pensamento científico na Europa, em meados do século XVII, a astrologia deixou de ser considerada importante na medicina e entrou em declínio. No século XIX, a partir de Madame Blavatsky, fundadora da teosofia, há uma volta no interesse pela astrologia e despontam estudiosos como Alan Leo, Edgar Cayce, Carl G. Jung. Planetas novos, invisíveis a olho nu, foram descobertos, mudando muitos conceitos antigos: Urano na época da Revolução Francesa, Netuno em 1846, na época do desenvolvimento da anestesia, e Plutão em 1930, na época das primeiras tentativas de se utilizar a energia nuclear.
Hoje a astrologia está menos voltada para uma ótica fatalista e mais orientada para o estudo de fatores psicológicos e para a sincronicidade. O astrólogo mostra tendências mais do que um destino, mostra que há uma correspondência entre o que acontece dentro da pessoa e o que sucede a ela, chama atenção para o livre-arbítrio e para o fato de que o destino não está selado.
A astrologia médica é muito vasta. O objetivo deste livro não é ensinar a fazer um mapa astral ou a interpretá-lo, mas tentar estudar alguns aspectos médicos e psicológicos da astrologia. Este livro parte da análise dos vários elementos do mapa e correlaciona-os com as ervas, oferecendo aos estudiosos da astrologia mais uma fonte de saber e aos médicos e outros profissionais da saúde mais uma possibilidade de compreender a doença e as novas alternativas de diagnóstico e cura.
Como a astrologia não possui um sistema próprio de explicação da fisiologia corporal e utiliza uma linguagem simbólica, foi necessário utilizaros conhecimentos de uma escola da medicina tradicional. Desta forma é possível uma compreensão clara e aprofundada da relação dos astros com a fisiopatologia das doenças.* Foi escolhida a medicina tradicional chinesa por apresentar um sistema bem organizado, por estabelecer uma relação do homem e seus desequilíbrios com o macrocosmos.
A partir da fisiopatologia então serão feitas relações com outras formas de tratamento como a fitoterapia.

AS ERVAS
 Os árabes foram os primeiros a associar as ervas aos planetas. Na Europa, Nicholas Culpeper (1616-1654), astrônomo, médico e ervanário, escreveu o livro Complete Herbal, no qual descreve a combinação das qualidades das ervas com os signos e planetas, distribuindo-as conforme as doenças. As ervas colhidas no dia do respectivo planeta eram mais eficazes. Esta classificação é bastante discutida e, até hoje, não há um consenso entre os astrólogos a respeito de correlação entre ervas, signos e planetas. Pietro d'Abano, médico docente de Física, Ciência Natural e Astrologia da Universidade de Padova, utilizava os remédios apenas nos momentos oportunos, de acordo com as configurações planetárias.
As qualidades curativas das ervas estavam associadas aos planetas e diversas formas de análise dessas associações foram efetuadas para dizer qual planeta ou signo regia uma determinada erva. Poderia se associar uma erva ao planeta ou signo através da estação do ano em que a erva nascia, ou através da qualidade curativa da planta que correspondia à parte do corpo regida pelo planeta. Por exemplo, Saturno representa os ossos, e uma planta que curava males de ossos, como artrite, seria regida por Saturno.
Outro fator importante em relação à planta era o dia da semana em que esta era colhida, o que influenciava fortemente a cura. Cada dia da semana tem o nome de um planeta; assim, uma planta para artrite deveria ser colhida no dia de Saturno, sábado.
* Fisiopatologia é o mecanismo pelo qual a pessoa fica doente.

Na tabela a seguir é possível visualizar como Culpeper  utilizava as ervas.






ERVA
PLANETA
SIGNO
INDICAÇÃO
Brionia

Áries
cãibras, purificação
Ranúnculo

Áries
para espremer pústulas
Madressilva

Áries
estado bilioso
Urtiga

Áries
pleurisia; garganta irritada
Anêmona
Marte

deixa a cabeça leve
Cardo-santo
Marte
Áries
aumenta as qualidades atrativas
do homem
Ruibarbo

Áries
laxante suave
Araca

Touro
inchaço da garganta
Gnafálio

Touro
caxumba e angina
Morango

Touro
afecções e catarro na garganta
Zisnaga-das-searas
Vênus
Touro
afrodisíaco
Pervinca

Touro
histeria, pesadelos
Tomilho

Touro
rouquidão
Favas

Touro
estanca o sangue de um corte
Sabugueiro


veneno de cobra, queimadura de sol.
Marroio-negro

Gêmeos
mordida de cão raivoso, histeria e hipocondria
Dulcamara
Mercúrio
Gêmeos
para afastar feitiços, e toda e
qualquer enfermidade súbita
Feno-grego

Gêmeos
descongestionante dos peitos e
do pulmão
Inulina

Gêmeos
tuberculose; combate as febres
Aneto
Mercúrio
Gêmeos
fortalece o cérebro
Cenoura

Gêmeos
auxilia a concepção
Samambaia

Gêmeos
baço intumescido; bom
ungüento para cortes ou
ferroadas
Pé-de-lebre

Gêmeos
diarréias ou disenterias
Alfazema

Gêmeos
dor de cabeça e de dentes
Linho

Câncer
inflamações, tumores, moléstias
do peito e pulmões
Ácoro-bastado

Câncer
tônico estomacal
Agrião

Câncer
limpa o sangue na primavera
Amor-de-hortelã

Câncer
limpa o sangue e prepara-o
para a mudança de estação
Beldroega

Câncer
paralisa os fluxos quentes e
violentos do ventre
Branca-ursina

Câncer
para clisteres e prisão de ventre
Papoula (branca ou de ópio)

Câncer
narcótico; analgésico; provoca o
sono
Língua-de-serpente

Câncer
melhora a percepção, o juízo, a
memória; possui virtudes
retentivas e digestivas
Pepinos
Lua

estômago ácido; clareia a pele
(esfregando com rodelas de
pepino)
Esclareia

Câncer
aquece o estômago; provoca a
sensualidade; para vista
enfraquecida
Alfeneiro

Câncer
bocas machucadas; tratamentos de feridas
Saxífraga

Câncer
fraqueza estomacal; cãibras;
convulsões
Louro

Leão
resfriados; reumatismos
Quelidônia

Leão
hemorróidas
Nozes

Leão
dores e inflamações nos ouvidos
Alcaravia

Virgem
auxilia a digestão
Marroio-branco

Virgem
tuberculose; icterícia
Murta

Virgem
interrompe as golfadas de
sangue, diarréia e disenteria
Aspargo

Libra
expulsa pedras dos rins
Castanhas

Libra
tosse
Margarida

Libra
pleurisia e pneumonia
Hortelã-de-Jardim

Libra
soluços
Giesta

Escorpião
descongestionante do peito
Tojo

Escorpião
icterícia; limpeza dos rins
Lúpulo

Escorpião
purifica o sangue e fortifica
Tabaco

Escorpião
dor reumática ou de dente
Betônica

Sagitário
manchas do rosto
Borragem

Sagitário
purifica o sangue
Dente-de-Leão

Sagitário
limpa as vias urinárias
Musgo

Sagitário
reduz as inflamações
Beterraba

Capricórnio
queimaduras, vergões e bolhas
Cicuta

Capricórnio
tostada é boa para gota e
inflamações
Cebola

Capricórnio
Capricórniotosse; dor de ouvido; aumenta o esperma
Amaranto

Capricórnio
interrompe os sangramentos
Amor-perfeito

Aquário
convulsões infantis
Cânhamo

Aquário
flatulência
Nêspera

Aquário
contra aborto
Marmelo

Aquário
boca inflamada
Labaça-azeda

Peixes
purifica o sangue
Figo

Peixes
verrugas e frieiras
Sálvia

Peixes
escurece o cabelo; cura dores
de cabeça
Chicória

Peixes
elimina febre
Fonte: The Complete Astrologer. D. Parker e J. Parker. EUA, Mitchel Beazley Limited, 1971.

FORMAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FÍSICA E DA PERSONALIDADE

A interdependência e a interinfluência dos corpos do universo, conforme o apregoado pela teoria da sincronicidade, permitem que tracemos considerações sobre a formação do corpo e da alma humana. Analisando várias tradições culturais, também é possível destacar algumas fontes que determinam essa formação:

1. Influências familiares

Em praticamente todos os meios culturais, a influência dos pais sobre os filhos foi constatada e descrita. Estas influências são relacionadas tanto aaspectos genéticos como a hábitos de vida (tais como dieta, por exemplo) e a aspectos psicoeducacionais.
A este tipo de influência corresponde o conceito de "microcosmo" (Xiao Yu Zhou) da filosofia chinesa, que se refere aos aspectos íntimos que afetam uma pessoa.
2. Influências cósmicas
É outro traço encontrado em diversas culturas, para explicar destino, constituição física e personalidade. Egípcios, gregos, chineses, indianos, enfim, praticamente todas as civilizações antigas da humanidade acreditavam na influência dos astros sobre as pessoas. Atualmente, estas influências, assim como o fenômeno da sincronicidade, podem ser explicadas dentro da visão revolucionária da física quântica.
A este tipo de influência corresponde o conceito de "macrocosmo"(Yu Zhou) da filosofia chinesa, que se refere aos aspectos distantes que afetam uma pessoa.

3. Influências espirituais

Aqui também temos um aspecto que pode ser identificado em qualquer ambiente cultural, por mais primitivo que seja. Trata-se das manifestações divinas, da reencarnação, da possessão espiritual e outros. Ainda não existe explicação científica para esses fenômenos.
A este tipo de influência corresponde o conceito de "espírito criador" (Yi Shen) da filosofia chinesa, que se refere à formação do espírito humano.
A astrologia relaciona-se especialmente com o segundo, influência cósmica. Isto é importante para que a astrologia possa ser analisada sob uma ótica prática e conectada com a realidade do todo da pessoa.
Ou seja, o ideal é considerar os aspectos astrológicos como parte da formação de um indivíduo, correlacionando-se com outros aspectos da realidade, inclusive os de ordem médica. Não se pode negar, por exemplo, que a genética influencia o indivíduo, e o ideal é ter uma forma de interligar os conhecimentos. Partindo-se, então, desta estratégia, podem-se propor algumas formas de lidar com esta concepção.
O primeiro fato a considerar é que a influência familiar é a mais direcionada aos aspectos materiais, correspondendo ao conceito de "essência" (Ji ng) da medicina chinesa. Por isso, ela é o substrato onde as outras influências atuam.
A influência cósmica dos astros relaciona-se com o conceito de "energia" (Qi) da medicina chinesa. Esta influência se faz sobre a matéria (base genética). Então podemos considerar que a influência cósmica pode agravar ou atenuar os desequilíbrios da matéria. Isso explica, por exemplo, por que a manifestação da influência astrológica pode ser variável, sendo evidente em uns e pouco evidente em outros.

Na astrologia médica, os signos são indicadores da anatomia e das estruturas do corpo. Secundariamente, podem-se associar aos signos certas funções e substâncias corporais.

ASPECTOS ANATÔMICOS, PATOLOGIAS E ERVAS CORRESPONDENTES
E CARACTERÍSTICAS DE PERSONALIDADE



ÁRIES ^

Data Base: 21 de março a 19 de abril
Frase: "Eu sou"
Verbo: agir
Palavra: atividade
Natureza básica: pioneiro ou guerreiro dinâmico
Polaridade: masculino, positivo, yang
Quadruplicidade: cardinal (criação ou ação iniciante e ambição)
Elemento: fogo (entusiasmo e inspiração; movimento tenso)
Tipo do elemento: centelha que acende o fogo, associado ao início, à fonte da vida
Regente: Marte
Co-regente: Plutão*
Metal: ferro
Símbolo de Áries: ^ (os chifres de um carneiro)
Anatomia e estrutura: a cabeça (com exceção do nariz), couro cabeludo, lábio superior; maxilar superior, encéfalo e hemisférios cerebrais, especialmente os centros motores cerebrais e vasos sangüíneos intracranianos; cerebelo.
Ossos: do crânio e da face (occipital, temporal, parietal, frontal, etmóide, lacrimal, vômer, palatino)
Músculos: venter-frontais, venter-occipitais, zigomático maior e menor, temporal, bucinador, orbicular da boca, orbicular dos olhos, depressor do ângulo oral, compressor das narinas, elevador dos lábios, mentoniano, proceru, musculatura intrínseca dos olhos (retos, oblíquos etc.)
Artérias: carótidas temporal e interna, polígono de Willis, artérias cerebrais anterior, média e posterior, artéria temporal
Veias: cefálicas, seios venosos do crânio: (sagital superior, sagital inferior, laterais, reto, cavernoso e sigmóide, veia temporal, veia jugular interna)
Funções secundárias do signo: adrenalina, noradrenalina, sistema nervoso simpático

* Somente os signos de Escorpião, Aquário e Peixes possuem co-regentes porque passaram a ter como regentes os planetas descobertos mais recentemente. Por correspondência, Áries tem o mesmo co-regente que Escorpião.

Patologias ou tendências: Áries é um signo dotado de muita pulsão, ligado ao elemento fogo e relacionado à cabeça.

1. Cefaléias - O elemento Fogo tende a subir para a cabeça, impulsionado pela força de Áries, o que causa cefaléias em excesso como a síndrome da enxaqueca e a cefaléia provocada por tensão.
2. Dores fortes ao longo de um nervo, neuralgia do trigêmeo - Como o signo possui muita pulsão, cria uma tendência ao excesso e sua relação com a cabeça engloba o sistema nervoso. O trigêmeo é o principal nervo sensitivo da face, e a dor intensa é causada por algum tipo de excesso.
3. Congestão ou acidente vascular cerebral - O signo está relacionado às artérias cerebrais. O Fogo pode lesar os vasos causando acidente vascular do tipo hemorrágico.
4. Insolação ou entermação - O signo se relaciona com calor, como calor sobre o corpo.
5. Insônia - O Fogo ariano ativa, em excesso, as funções cerebrais, dificultando o sono.
6. Doenças infecciosas febris de evolução curta e infecções respiratórias agudas - Áries domina a cabeça, onde ficam a boca e o nariz, orifícios por onde penetram os agentes patogênicos das vias respiratórias. A evoluçãorápida e febril destas doenças está relacionada à característica de "fogo depalha" gerada pelo excesso de energia inicial característico do signo.
7. Encefalite - O ímpeto "fogo de palha" relaciona-se com doenças infecciosas agudas, enquanto este signo domina a cabeça e o cérebro. Quando a infecção afeta o cérebro ela é chamada de encefalite.
8. Delírio febril - O ariano é predisposto às doenças febris agudas e, quando estas ocorrem, o Fogo de Áries ativado pela febre afeta o cérebro, perturbando o pensamento e causando delírio.
9. Operações cirúrgicas, trauma cirúrgico e outros traumas - O ímpeto de Áries, assim como o Fogo, é fator que induz a ruptura abrupta dos tecidos.  Isso ocorre como conseqüência de trauma.
10. Cicatrizes no rosto ou na cabeça, traumatismo craniano - Áries relaciona-se com traumatismos e com a cabeça e, assim, a forma de traumatismo mais comum é o craniano.
11. Hipertensão arterial - O Fogo e o ímpeto de Áries podem impulsionar o sangue nos vasos de forma excessiva. Isto faz com que a tensão do sangue contra as artérias cresça, causando aumento da pressão arterial.
12. Vertigem, tonteira - O órgão otolítico e os canais semicirculares, órgãos do labirinto que auxiliam o equilíbrio do corpo, se situam na cabeça. Áries domina a cabeça, assim esses órgãos podem ser afetados causando vertigens.
13. Otites - Áries domina a cabeça e seu ímpeto pode gerar infecções agudas. Quando uma infecção aguda atinge o ouvido causa otite.
14. Patologia de olhos ou infecções nos olhos, conjuntivites e síndrome dos olhos vermelhos - Os olhos estão na cabeça e possuem movimentos, o que os torna particularmente sensíveis ao Fogo de Áries. Quando o Fogo acomete os olhos, eles ficam vermelhos e inflamados.
15. Distúrbios cerebrais do padrão da linguagem ou desordens de compreensão verbal. Afasia, dislalia e outros distúrbios centrais da linguagem - O Fogo relaciona-se com a fala, segundo as medicinas tradicionais do Oriente. Quando o Fogo de Áries é excessivo, ele pode afetar a fala, causando estes sintomas.
16. Edemas cerebrais - Quando o sangue ativo pelo Fogo de Áries se choca contra os vasos cerebrais, ele pode induzir a saída de líquidos, e estes se acumulam no tecido cerebral causando edema.

Características da personalidade:

O signo de Áries representa o sexo masculino e tudo aquilo que deflagra um processo, que inicia alguma coisa. Assim, o ariano é intuitivo, espontâneo, possui energia criativa e entusiasmo, tendendo sempre a obedecer a um impulso interior e a iniciar novas atividades. Possui enorme força física, e é uma pessoa para quem a independência pessoal está acima de tudo.
O Ariano é imediatista, interessado no instante presente, sua ação é rápida, breve e a impulsividade e a coragem, chegam à temeridade. Possui gosto pela mudança e pela novidade. O desafio é muito importante para esta pessoa que logo se desinteressa pelas coisas porque, para ela, é desgastante manter essa efervescência em grau constante. Há uma tensão inicial e um relaxamento posterior. Logo criará outros interesses. Impaciente, o ariano age, coloca em prática suas idéias, tem uma necessidade de estar sempre em grande atividade, tende a não pensar muito antes de agir, a não ouvir os conselhos dos outros e a se colocar em situações de dificuldade e acidentes que atingem a cabeça e o rosto. É franco e honesto, fala com uma franqueza que pode chegar ao ponto de ser infantil, mas, como está mais interessado em si mesmo, não é de ficar falando dos outros.
Muito competitivo, o nativo deste signo procura sempre ser o primeiro e o melhor. Por causa disso, muitas vezes se torna autoritário e agressivo, tendendo a utilizar mais a força do que a diplomacia. Não admite derrotas, sabe recomeçar do zero.
Expressão positiva do signo: liderança, comando, coragem, confiança em si mesmo, audácia, espírito realizador, otimismo.
Expressão negativa: rigidez, irritação, agitação, impulsividade, imediatismo, impaciência, infantilidade, ingenuidade, imaturidade, autoritarismo, desejo de mandar e dominar, exposição a situações de conflito.

ÁRIES
PATOLOGIAS
ERVAS
Cefaléias
Angélica (Angelica archangelica), Betônica (Stachys officinalis),Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Síndrome da enxaqueca
Alfazema (Lavandula officinalis), Melissa(Melissa
officinalis),Margarida (Chrysanthemum leucantemum)
Neuralgia do trigêmeo
Mirra (Commiphora tnhyrra), Acônito chinês
(Aconitum charmichaelii),Canela (Cinnamomum
cassia)
Neuralgia intercostal
Cicuta (Ferula assa-foetida), Azedaraque
(Melia azederach),Melissa (Melissa officinalis)
Insolação
Água-de-coco (Cocus nucifera), Casca de melancia
(Citrullus vulgaris), Folhas de lótus (Nelumbo nucifera)
Insônia
Melissa (Melissa officinalis), Lúpulo (Humulus lupulus), Maracujá (Passiflora alata)
Doenças infecciosas febris
de evolução curta (virais)
Gengibre (Zingiber officinale), Capim limão
(Cymbopogon citratus),Tí lia (Tília cordata)
Doenças infecciosas febris
de evolução curta (bacteriana)
Equinácea (Echinacea purpurea), Amor-perfeito
(Viola tricolor),Sabugueiro (Sambucus nigra)
Encefalite
Ísatis (Isatis tinctoria), Equinácea(Echinacea
purpurea),Gencia na-japonesa (Gentiana scabra)
Delírio febril
Estamen do Lótus (Nelumbo nucifera) Ísatis(Isatis
tinctoria),Lúpulo (Humulos lupulus),Uncaria (Uncaria rhincophylla)
Operações cirúrgicas
Arnica (Arnica montaria), Mirra (Commiphora mhyrra), Ginseng falso (Panax pseudoginseng)
Traumatismos na cabeça
Arnica (Arnica montana), Mirra (Commiphora mhyrra), Ginseng falso (Panax pseudoginseng)
Hipertensão arterial(por
estagnação ou calor
excessivo)
Margarida (Chrysantbemum leucantemum), Uncaria (Uncaria rhincophylla), Umbaúba (Cecropia peltata)
Vertigem, tonteira
Fang feng (Ledebouriella sesloides), Genciana-japonesa (Gentiana scabra), Ginco biloba (Ginkgo biloba)
Otites
Trombeta (Datura stramonium), Salgueiro branco(salix alba), Cálamo aromático (Alorus calamus)
Conjuntivites e síndrome
dos olhos vermelhos

Cavalinha (Equisetum hiemale), Crista-de-galo (Celosia cristala), Mar garida (Chrysantbemum leucantemum)
Afasia e distúrbios
neurológicos afetando a
linguagem
Ácoro aromático (Acorus calamus), Cânfora
(Cinnamomum camphora), Genciana-japonesa
(Gentiana scabra),Valeriana (Valeriana officinalis)
Edemas Cerebrais
Ácoro aromático (Acorus calamus), Cânfora
(Cinnamomum camphora),Genciana-japonesa
(Gentiana scabra),Valeriana (Valeriana officinalis)
  
Frase:
vocais, pescoço, nuca, maxilar inferior, lábios inferiores, língua, tireóide,vasos linfáticos, ducto torácico, gânglios linfáticos, bulbo, esôfago,ouvidos externo e médio (apesar de o ouvido estar anatomicamente naregião do signo de Touro, no nosso entender o ouvido interno estárelacionado com um signo de água)

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2 comentários:

  1. Excelente trabalho, gostei demais, parabéns a todos seus edalizadores, muitíssimo obrigado!

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    1. Obrigada você pela gentileza de comentar o post e o trabalho que tive.

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